
Autoadvocacia na PHDA: O poder de defender a sua própria voz
Aprende a importância da autoadvocacia na PHDA. Sabe comunicar necessidades, defender direitos e garantir o suporte que tanto mereces para o teu pleno sucesso.
- Autonomia: Capacidade de comunicar necessidades e tomar decisões sobre a própria vida.
- Representatividade: Garantir que nenhuma decisão sobre PHDA é tomada sem a participação direta de quem tem a condição.
- Mudança de Estigma: Transição da visão de “problema a resolver” para a de cidadãos com contributos únicos.
O que é a Autoadvocacia?
Na Brainstorm vemos a autoadvocacia como a capacidade de falar por si, defender necessidades, tomar decisões sobre a própria vida e participar ativamente na sociedade. É também um movimento coletivo: quando pessoas com a mesma condição se organizam para serem ouvidas nas decisões que as afetam.
Porque é que a tua voz é importante?
Durante décadas, a PHDA foi discutida sobretudo por terceiros, deixando as nossas vozes fora do centro. Isso alimentou estigma, mal-entendidos e respostas que nem sempre correspondem às necessidades reais da comunidade. A autoadvocacia na PHDA permite:
- • Quebrar estereótipos: Substituir mitos por vivências reais na primeira pessoa.
- Promover adaptações: Solicitar direitos e ajustes (como tempo extra em exames ou ambientes de trabalho silenciosos) que melhoram a qualidade de vida.
- Participação Cívica: Aplicar o lema “nada sobre nós, sem nós” em todos os níveis da sociedade.
Comparação de Perspectivas
| Visão Tradicional | Visão de Autoadvocacia |
| Foca-se no “défice” e no problema. | Foca-se nos direitos e necessidades. |
| Decisões tomadas por terceiros. | A pessoa com PHDA está no centro da decisão. |
| Procura a “normalização” do comportamento. | Procura a aceitação e a acomodação da diferença. |
Autoadvocacia na prática: Onde e como atuamos?
Como associação de autoadvocacia de PHDA, assumimos que quem vive a PHDA deve estar no centro das decisões:
- Educação: Escolas e universidades preparadas para a neurodiversidade.
- Trabalho: Ambientes laborais que valorizem o pensamento inovador e respeitem os ritmos biológicos.
- Saúde: Serviços de apoio que escutem o paciente antes de prescrever soluções.
- Política: Colaborar com os órgãos de decisão pública.
ASSOCIA-TE À BRAINSTORM PHDA
Qualquer pessoa com PHDA pode fazer advocacia?
Sim. Começa com o autoconhecimento e a coragem de dizer “eu preciso desta adaptação para funcionar melhor”.
O que significa “nada sobre nós, sem nós”?
É um princípio que exige que nenhuma política ou recurso para PHDA seja criado sem a participaçao de pessoas que efetivamente têm PHDA ou de quem as representa.
A autoadvocacia substitui o tratamento médico?
Não. Ela complementa-o, garantindo que o tratamento respeita a dignidade e a vontade da pessoa.